Preço dos jogos digitais ainda alto, diz cocriador de Fallout
Preço dos jogos digitais deveria ter caído após a adoção massiva do formato online, mas não foi o que ocorreu, afirma Tim Cain, cocriador de Fallout e codiretor de The Outer Worlds. Em vídeo recente, o veterano relembrou que pagava US$ 59 por cartuchos de Super Nintendo nos anos 1990 e que o valor, em termos reais, pouco mudou três décadas depois.
Economia prometida que não chegou ao jogador
Segundo Cain, a distribuição digital reduz custos de fabricação, frete e armazenamento, benefícios que “deveriam ter sido repassados aos consumidores”. Para ele, a justificativa de que “os gastos de desenvolvimento subiram” não compensa a diferença entre produzir um download e prensar milhares de discos ou cartuchos.
A crítica ecoa discussões recorrentes na comunidade gamer. Estudo publicado pela GameSpot mostra que, mesmo sem embalagem física, títulos em lojas como PlayStation Store, Xbox Store e Nintendo eShop mantêm paridade de preço com suas versões em mídia física, contrariando a lógica de mercado tradicional.
Taxas de plataformas e custos AAA entram na conta
Cain reconhece que produzir um AAA ficou “absurdamente caro”, mas lembra que as lojas digitais retêm até 30% de cada venda. Essa margem, somada ao aumento de escopo de projetos com ray tracing e requisitos de FPS elevados, pressiona os estúdios a manter o preço no teto — geralmente US$ 60 ou US$ 70.
Mesmo assim, o desenvolvedor acredita que a digitalização ajudou a indústria a “resistir à inflação”. Sem o formato online, um lançamento padrão poderia custar bem mais que os atuais R$ 350 no Brasil, estima ele.
Imagem: Internet
Embora não vislumbre alívio imediato, Cain reforça o debate sobre acesso e elitização dos games. Resta saber se novas estratégias, como assinaturas e jogos em nuvem, conseguirão equilibrar a balança entre custo de produção e bolso do jogador.
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Crédito da imagem: IGN Brasil Fonte: IGN Brasil


