A Rivian aprovou um novo pacote de remuneração baseado em desempenho para seu fundador e CEO, RJ Scaringe, que pode alcançar aproximadamente US$ 5 bilhões caso todas as metas sejam atingidas, segundo documento entregue às autoridades regulatórias em 7 de novembro de 2025.
O salário anual de Scaringe foi elevado de US$ 1 milhão para US$ 2 milhões e ele recebeu 10% de participação na recém-criada spin-off Mind Robotics. O plano foi definido pelo comitê de remuneração do conselho, sem necessidade de votação dos acionistas, diferentemente do megacompensação de US$ 1 trilhão aprovada para Elon Musk na Tesla um dia antes.
Substituição de prêmio de 2021
O novo pacote substitui um prêmio de 2021 considerado de difícil execução. Naquele ano, Scaringe recebeu 20.355.946 opções atreladas a metas de preço de ação entre US$ 110 e US$ 295, com preço de exercício de US$ 21,72. Após o IPO, os papéis chegaram a US$ 129, mas recuaram para a faixa de US$ 10 a US$ 20, o que inviabilizou a maior parte do incentivo, estimado em cerca de US$ 6 bilhões. As 6,8 milhões de opções que vestem somente por tempo permanecem válidas.
Detalhes do novo incentivo
O novo prêmio contempla até 36,5 milhões de opções, equivalentes a cerca de 3% adicionais do capital da Rivian. Scaringe terá 10 anos para cumprir as metas:
- Ações ligadas ao preço: 22 milhões de opções liberadas em blocos de 2 milhões sempre que a ação atingir US$ 40 e depois a cada incremento de US$ 10 até US$ 140.
- Metas operacionais: 14,5 milhões de opções condicionadas a resultados de lucro operacional ajustado e fluxo de caixa. O preço de exercício dessas opções é de US$ 15,22, totalizando potencial de desembolso de cerca de US$ 555 milhões.
De acordo com a Rivian, o CEO não obterá qualquer ganho antes de agregar pelo menos US$ 32 bilhões em valor de mercado à empresa. Caso todos os marcos sejam cumpridos, os acionistas devem ver geração de valor estimada em US$ 153 bilhões.
Imagem: Internet
Scaringe detém atualmente cerca de 1% das ações da Rivian, participação reduzida em 2025 após transferência de parte dos papéis para a ex-esposa durante o processo de divórcio.
O comitê de remuneração afirmou que, apoiado por consultoria independente, decidiu “reter e motivar” o executivo para a fase crucial de lançamento da plataforma R2 e avanço do roadmap tecnológico da companhia.
Com informações de TechCrunch

